Lisa Gomes escreveu um capítulo importante na história da televisão brasileira ao assumir a bancada do SBT News durante a cobertura especial da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo.
A jornalista pernambucana se tornou a primeira mulher trans a comandar um telejornal em um canal de notícias da TV brasileira, ocupando um espaço de grande visibilidade em uma data simbólica para a comunidade LGBTQIA+.
Mais do que uma participação especial, a presença de Lisa na bancada representa um avanço concreto para a representatividade no jornalismo. Em um setor onde pessoas trans ainda enfrentam barreiras para ocupar posições de destaque, sua estreia no SBT News reforça a importância de ampliar vozes, trajetórias e corpos diversos na comunicação.
“Lisa Gomes não apenas ocupou uma bancada. Ela abriu caminho para que outras pessoas trans também possam se imaginar nesse lugar.”
Redação Manzouque
Uma estreia em uma data simbólica
A participação de Lisa aconteceu durante a cobertura da Parada LGBT+ de São Paulo, um dos maiores eventos de diversidade do mundo e um dos momentos mais importantes do calendário LGBTQIA+ brasileiro.
A escolha da jornalista para comandar a transmissão trouxe ainda mais significado à cobertura. Em vez de tratar a diversidade apenas como tema de reportagem, o SBT News colocou uma profissional trans no centro da apresentação, conduzindo a informação diante das câmeras.
Esse gesto tem peso porque representatividade não se constrói apenas com pautas sobre inclusão. Ela também acontece quando pessoas LGBTQIA+ ocupam espaços de decisão, visibilidade e credibilidade.
Quem é Lisa Gomes?
Lisa Gomes já construiu uma trajetória sólida na televisão brasileira. Antes de chegar ao SBT, a jornalista atuou por anos em programas de entretenimento, entrevistas e cobertura de celebridades, ganhando destaque pela desenvoltura diante das câmeras e pela forma direta de conduzir suas reportagens.
Em 2025, ela passou a integrar a equipe do SBT, ampliando sua presença em uma nova fase da carreira. Agora, ao assumir a bancada do SBT News, Lisa dá mais um passo importante em uma trajetória marcada por profissionalismo, resistência e representatividade.
A estreia também reforça a presença de uma mulher trans em um espaço historicamente associado à autoridade jornalística: a bancada de um telejornal.
Por que esse momento importa?
A presença de Lisa Gomes no SBT News ultrapassa o campo individual. Seu marco dialoga com uma realidade maior: a luta por visibilidade, respeito e oportunidades para pessoas trans no Brasil.
Durante muito tempo, pessoas trans foram retratadas na televisão quase sempre a partir de estereótipos, violência ou marginalização. Ver uma jornalista trans conduzindo um telejornal muda essa imagem e ajuda a construir novas referências para o público.
Para jovens trans, especialmente aquelas que sonham em trabalhar com comunicação, moda, entretenimento, jornalismo ou televisão, esse tipo de imagem pode ter um impacto profundo. Ela mostra que ocupar esses espaços é possível.
Representatividade também é notícia
O feito de Lisa Gomes ganhou repercussão justamente porque ainda é raro ver pessoas trans em posições de destaque no jornalismo televisivo. Por isso, sua presença na bancada não deve ser vista apenas como um momento simbólico, mas como parte de uma mudança necessária na mídia brasileira.
Em entrevista sobre o momento, Lisa definiu a experiência como a realização de um sonho e um marco importante para a televisão brasileira. A frase resume o peso da conquista: pessoal, profissional e coletiva.
Ao comandar a cobertura da Parada LGBT+, Lisa Gomes ajudou a transformar a tela em um espaço mais plural. E, em um país onde a representatividade ainda precisa ser defendida todos os dias, esse tipo de conquista merece ser registrado.
Um avanço para a TV brasileira
A estreia de Lisa Gomes no SBT News reforça que diversidade não deve ser tratada como exceção ou evento pontual. Ela precisa estar presente nas redações, nas bancadas, nas decisões editoriais e nas histórias contadas ao público.
Seu nome passa a fazer parte de uma memória importante da televisão brasileira: a de profissionais LGBTQIA+ que abriram caminhos em espaços onde antes quase não havia presença trans.
No fim, Lisa Gomes fez mais do que apresentar uma cobertura especial. Ela ocupou um lugar de autoridade, representou uma comunidade inteira e mostrou que o jornalismo brasileiro só tem a ganhar quando se torna mais diverso, humano e conectado com a sociedade que pretende retratar.
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