A atriz Alanis Guillen obteve na Justiça do Rio de Janeiro uma medida protetiva contra a ex-namorada, a produtora Giovanna Reis, após relatar episódios de perseguição, ameaças de exposição da vida privada e tentativas insistentes de contato depois do fim do relacionamento.
A decisão foi concedida em 29 de abril de 2026, com base na Lei Maria da Penha. As informações foram inicialmente divulgadas pelo jornalista Gabriel Vaquer, do F5/Folha de S.Paulo, que teve acesso ao processo antes de ele passar a tramitar em segredo de Justiça.
Segundo os relatos apresentados no processo, os problemas teriam se intensificado após o término do relacionamento, ocorrido em março. Alanis afirmou que passou a receber contatos frequentes e não desejados e que Giovanna teria ido até sua residência sem autorização.
Justiça reconheceu indícios de violência psicológica
Para fundamentar o pedido, a defesa de Alanis apresentou à Justiça mensagens, registros e relatos de testemunhas.
Ao analisar o material, o Judiciário considerou que havia elementos compatíveis, naquele momento processual, com violência psicológica, perseguição e constrangimento indevido, além de risco de agravamento da situação.
A decisão estabeleceu uma série de restrições. Giovanna Reis está proibida de manter contato com Alanis por telefone, mensagens, redes sociais, aplicativos, e-mail ou outros meios.
Também deverá manter uma distância mínima de 300 metros da atriz, de sua residência, de seu local de trabalho e de ambientes frequentados habitualmente por ela.
Além disso, a decisão impede a produtora de divulgar ou comentar publicamente aspectos relacionados à vida privada de Alanis, seja em redes sociais, entrevistas ou outros meios de comunicação.
Processo menciona contatos após o término
De acordo com informações posteriormente publicadas por Gabriel Vaquer, a defesa de Alanis afirmou que teriam ocorrido cerca de 50 tentativas de contato consideradas inoportunas em aproximadamente 40 dias.
Segundo o documento citado pelo jornalista, um dos episódios que teria levado ao pedido da medida foi uma tentativa de entrar na casa da atriz sem autorização.
O processo também menciona que pessoas ligadas ao elenco de Três Graças, novela em que Alanis interpretava Lorena, teriam sido procuradas em meio aos desentendimentos entre as duas.
Procurada pela imprensa à época, Giovanna Reis informou que não poderia comentar o caso por determinação judicial. A assessoria de Alanis também não se manifestou publicamente sobre o processo.
É importante destacar que a concessão de uma medida protetiva é uma decisão cautelar destinada a preservar a segurança e a integridade da pessoa requerente e não representa, por si só, uma condenação definitiva sobre os fatos relatados.