Léa Seydoux diz que viveu “assédio moral” durante filmagens de Azul É a Cor Mais Quente

A atriz francesa Léa Seydoux voltou a falar sobre os bastidores de Blue Is the Warmest Color (Azul É a Cor Mais Quente) e descreveu a experiência das filmagens como “traumática” e marcada por “assédio moral”.

Durante entrevista ao jornalista Augustin Trapenard, a atriz relembrou o desconforto vivido no set e afirmou que lidou com situações psicologicamente desgastantes durante a produção dirigida por Abdellatif Kechiche.

“Às vezes, há olhares que te deixam desconfortável. Essa foi a parte mais difícil durante as filmagens. Foi assédio psicológico”, declarou Léa. A atriz também afirmou que sentia dificuldade em abandonar o projeto por já estar contratualmente vinculada ao filme.

Segundo ela, a experiência impactou diretamente sua forma de trabalhar em produções posteriores. Léa revelou que, desde então, passou a exigir contratualmente o direito de revisar cenas de nudez antes da aprovação final.

“Desde aquele filme, eu sempre peço o direito de revisar todas as cenas em que vou estar nua, para que eu possa decidir se aceito ou não meu corpo sendo exibido dessa maneira.”

A atriz ainda reforçou que considera extremamente difícil trabalhar com diretores que utilizam métodos manipulativos durante as gravações.

Atualmente, Léa Seydoux participa de dois filmes exibidos no Festival de Cannes: Gentle Monster, dirigido por Marie Kreutzer, e L’inconnue, de Arthur Harari.

Confira a entrevista completa: youtu.be/nU3Liu3Y9JA

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